segunda-feira, 7 de maio de 2012

Um objeto sem valor


Os dias amanhecem ,e no entanto eu continuo anoitecida
nesta dor que habita em mim.
Assustada e com medo da solidão
que nunca chega ao fim.
Entristecida pelo amor que brotou
nas terras frias do meu peito.
Esse amor me faz tão mal,mas tão mal
como nenhum outro havia feito.
E as vezes até esqueço do bem que em outrora fez a mim.
Breve momentos de alegria e de felicidade
Momentos em que eu acreditei que um sonho poderia
se tornar realidade...
Mas não se tornou.Não se torna,nem se tornará.
E é um pecado que um amor tão grande como o meu
tão profundo,tão sincero,tão forte não seja correspondido
e ... nem será.
Então que ele morra,ou então que eu o mate.
Que ele enfim desapareça do meu peito...
Pois viver sem amor é quase morrer,
mas amar e não ter o ser amado em seus braços é mais que morrer

é morrer de várias formas,várias vezes ,em vários momentos.
Morrer de noite,morrer de dia...e continuar vivendo

pra ver aquele que amas por um outro alguém sofrendo.
É essa a minha triste sina.Ter um coração tão cheio de amor
e tê-lo tratado como um objeto sem nenhum valor.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

-

Tire essa espada das minhas mãos.
Não vê que não posso mais lutar?
Não vê o quão ferida estou ?Não vê que pode sorrir agora ?

Você ganhou e eu...eu perdi. Se quiser crave sua espada em meu coração e 
acabe com toda essa dor e sofrimento que sinto.
Mas se não quiser suja-la com meu sangue,vou entender.
Parta cavaleiro negro...esta ficando tarde. 
De qualquer forma estarei mesmo morta ao amanhecer .
                                                               Mari Cavalcanti.

domingo, 16 de outubro de 2011

A triste paz.

                  Lá estava ela.Olhando mais uma vez nos olhos negros de uma noite fria e sombria.O silêncio da madrugada lhe sussurrava ao pé do ouvido,palavras tolas e sem sentido,só que esta era apenas mais uma coisa sem sentido em sua vida.Lágrimas lhe beijavam a face e o ódio lhe beijava a boca,boca esta que um dia o amor também beijou.Já não havia mais sentimentos bons,e a moça bonita era apenas tristeza e dor,decepções e desilusões.Ela caio no mar negro da solidão e foi afundando lentamente.Cada vez mais distante da superfície ,indo cada vez mais fundo.Ela não conseguiu emergir ,se afagou e o tubarão de olhos vermelhos comeu seu coração.
                A noite que parecia não ter fim finalmente acabou.O amanhecer até tarda mas logo vem.Os raios de sol invadiram seu quarto pelas janelas que ela havia esquecido abertas.O silêncio calou-se ,e já não havia vozes a lhe torturar.Agora os pássaros cantavam e quem sabe conversavam sobre os gritos vindos daquele quarto na noite que findou.Já não haviam lágrimas em seus olhos nem em sua face.Já não havia dor,nem agonia,nem desespero,nem raiva,nem soluçar.Já não havia sentimentos ruins.Via-se em sua face uma expressão a tanto tempo não vista,quase esquecida.Ela estava tranquila deitada em sua cama.Ela estava em paz.A calma parecia ter dominado todo aquele lugar.Sua beleza agora parecia mais viva naquela pele tão macia,lívida... e fria.Ela dormia.Um sono leve,mas não breve.Um sono doce...e eterno !Ela estava morta !

                                  Mariana Ferreira Cavalcanti.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Valsa escarlate.

     Fechados estavam os seus olhos.Ela já não queria mais ver.Em seus lábios restavam as últimas gotas de vinho.O relógio quebrado não mais contava o tempo.A atmosfera daquele lugar cheirava a morte.Não se sabia ao certo a quantos dias o sol não entrava naquele quarto,agora frio e sombrio.
     Lembranças e dor se misturam.Lágrimas se uniam ao sangue formando um misto de tristes líquidos.Ela gostaria que ele estivesse ali segurando suas mãos que pouco a pouco iam ficando cada vez mais fria.Mas ele nunca esteve onde deveria estar.
      Olhá-lo por uma última vez era seu maior desejo naquele momento.Seu grande e único desejo...mas um dos que nunca foram e seriam realizados.Já não restava muito tempo.
      Abriu os olhos.Não eram estas as últimas imagens que ela queria ter na mente.Lágrimas rolavam em sua face morrendo em seus lábios trêmulos.O passado estava tão presente ali.E o presente era tudo o que ela lutava  pra esquecer.Sempre lutou.Olhou-se no espelho pela última vez e se deparou com um fantasma de uma garota que havia morrido aos poucos,sem que ninguém notasse nada.As pessoas são mesmo cegas para o que deveriam ver. Sozinha como sempre viveu,morreria ela.Sozinha por toda uma vida e agora talvez por toda a eternidade.Nem mesmo ela sabia qual era o seu destino após o fim.
      Ela olhou para a foto dele.E tocou seu rosto o manchando de sangue.Sorrio ainda que chorando.Tentou falar,suspiros saíram de sua boca até que pode-se ouvir claramente suas últimas palavras: "Sangue e fogo.Amor e dor.Perdi-me nos labirintos da tua alma ao te olhar nos olhos aquela tarde até que a morte me encontrou ".E essas foram suas últimas palavras,talvez fruto de um poema ou poesia qualquer que compôs em um momento de grande tristeza ,sua maior fonte de inspiração ou talvez uma tentativa de expressar o que sentia uma última vez,até que o peso da morte lhe caísse sobre os olhos.
     Ela estava morta.A taça caiu de sua mão esquerda.E agora valsavam os pedacinhos de cristal junto aos pedacinhos de seu coração,sobre o resto de vinho e o sangue que há alguns minutos atrás corria em suas veias e agora não passava de uma mancha vermelha naquele chão.

                            Mariana Cavalcanti.
   

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Rest.


Pergunto-me o que restou de mim ?
Pensamentos confusos e desejos perdidos ?
Dúvidas e incertezas ? 
Sonhos destruídos e um coração partido?

Apenas lembranças do que não aconteceu?
Apenas saudades do que deveria acontecer ?
O que restou de mim ?
O desejo de encontrar você ?

Nada restou de mim !
Não há sequer um pedaço meu
Posto que tudo em mim és tu
Tudo em mim é teu

De mim nada restou de tu nada se foi
Continuas aqui em tristeza, em saudade
Em dor, em desejo ,em mágoa
Continuas aqui em vontade

Eis aqui o passado e o presente
Eis aqui a sombra do meu ser
E de mim o que restou?
De mim restou você !!

                                          Mari Cavalcanti 07/06/2011

domingo, 22 de maio de 2011


Meus olhos andam tristes por não poder te ver.
Amargurados estão meus lábios sem poder encontrar os teus.
Minhas mãos estão frias sem as tuas para aquece-las e
minha alma...pobre alma!
Anda sombria e solitária por este tempo que eu desconheço.
O tempo não para e o meu parece que parou faz tempo.
Cada segundo,minuto,cada hora que passo sem tua presença
é tortura,é dor, é sofrer.
De sonhar estou perdida de acreditar já sou mentira.
E o desejo de matar essa vontade de ter em meus braços
parece que não findará.

Desmesurado amor.. desmedida paixão...triste solidão !
Frio coração...incessante dor e sofrer.
A tristeza fez-me sua morada.
Desde que eu não tenho seu amor.
Então vem me amar.
Ouve o meu clamar.
Eu te peço...por favor!

                                         Mari Cavalcanti      02/2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Portrait torn.


Minhas lágrimas não posso conter.
Esta noite olhei-me no espelho.Vi você.
A dor que sinto não posso diminuí-la nem expressa-la.
Ninguém a entenderia a menos que sentisse-a também.
Rasguei as tuas fotos que guardava em meu diário.
Arranquei as fotos que ostentava em minha parede
com a legenda "Meu amado".
Simplismente rasguei teu rosto,teu corpo...Você.
Pra te esquecer um pouco mais.
Mas foi então que vi mil pedaços seus espalhados em meu chão.
Cai de joelhos.
Peguei cada pedacinho...
As migalhas que de ti restaram e eu as joguei aos ventos.
Você e seus pedaços se foram...
Da minha parede,do meu diário do meu quarto.
Mas tu não se foste de mim.
Olhei-me no espelho e você estava lá.
Como eu ei de te esquecer ?
Se no fundo eu não quero que você vá.
Eu preciso que fique.
Mesmo sabendo que talvez eu tenha que seguir sem você...



                                                 Mari Cavalcanti  28/01/2011

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

My friends.



Foi por eles que sentei-me aqui esta noite para escrever. Para meus queridos,amados e estimados amigos.Sinto que cada vez mais estou longe das palavras certas para descrevê-los.
Meus amigos!!
Pessoas que cruzaram meu caminho mas que não se foram,permaneceram aqui.Alguns sempre presentes outros um pouco mais distantes.Mas posso senti-los sempre perto...
Meus amigos!!
Uns meio chatos,convencidos,faladores.Outros legais,calmos,modestos.Alguns super sinceros e outros não tão sinceros assim.Uns mais realistas,outros mais utópicos...Mas todos estes me alegram em certos momentos.Fazem meu celular tocar minha música preferida.Me fazem sorrir e até chorar quando preciso disso.Riem comigo,riem pra mim,riem de mim.Choram em meu ombro e enxugam minhas lágrimas.Me divertem.Nos divertimos.Me aconselham...ouve meus conselhos.Se metem na minha vida mas só querem me ver feliz.Me abraçam...Me trazem alento,forças pra viver e encarar a face pálida dos dias frios.
Meus amigos!!
Todos vivem dentro de mim.E sei que sem eles eu me resumiria em apenas mais alguém solitária e infeliz.
Porquê a felicidade multiplica-se quando dividida.Ninguém é feliz sozinho.Eu não sou feliz sem ter vocês.
Meus amigos,meu colegas,meus parceiros,meus chatos...MEU TUDO.
Eis aqui algumas palavras.Apenas isso...Palavras que nem de longe serão capazes de demonstrar tudo o que sinto e o que vocês são pra mim.

Amo todos vocês na devida e correta proporção.

         

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Saudades.



Sinto saudades.
Pra ser exata saudades de não sei o quê.
Apenas saudades...
Talvez da lua em minha janela.
Das estrelas que contei.
Das palavras que ouvi
e daquelas que me incomodavam
por não ter coragem de proferi-las.
Talvez dos meus sonhos infantis.
Das histórias que me foram contadas.
Talvez da borboleta que vi em meus devaneios
No jardim da tua casa.
Talvez das estrelas que almejava tocar
no céu da tua boca.
Sinto saudades...
Talvez de você.
Talvez de mim,do que eu fui um dia
ou do que eu achei que seria.
Saudades...
Até mesmo daquela saudade
que em outrora eu sentia.

                                               Autora: Mari Cavalcanti   08/11/2010

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Meaningless



Eu não encontro mais sentido
no bater de asas das borboletas.
Nem no fogo que queima
Nem na água que molha
Não vejo mais sentindo
no piar matinal dos pássaros.
Na cor azul do céu.
Aliás por que o céu é azul?
Por quê não rosa ou lilás?
Não sei...é tudo tão sem nexo.
Não há sentido no sol que aquece-nos.
No vento em minha janela.
Não tem sentido nos carros
que andam por ai.
Nem na mais doce melodia.
Não vejo sentido na palavra amor.
Talvez nem haja sentido nas palavras
que aqui escrevo.
A verdade é que sem você
Não vejo mais sentido em viver.
Nem mesmo em existir.
Sem você ao meu lado.
O sentido fica tão sem sentido.


                                                   Mari Cavalcanti   01/12/2010

segunda-feira, 29 de novembro de 2010



Esta noite foi a mais fria e negra noite
em que eu me vi perdida.
Estivemos tão perto...tão perto e ainda assim
distantes como nunca estivemos antes.
Eu não consigo aceitar que você foi capaz
de mentir por tanto tempo e dessa forma
tão cruel e egoísta.


Mas acho que quem fez tudo errado fui eu.
Errei quando me apaixonei por você.
Quando acreditei cegamente em tudo o que me disse.
Errei quando depois de um ano resolvi
bater em tua porta.
Errei ao conhecer você.
Mas sabe esses foram os erros mais corretos que cometi.
Apesar da dor com que escrevo estas palavras
Apesar da dor que grita dentro de mim.
Não me arrependo de nada do que fiz.


Eu só queria ter te olhado nos olhos
por alguns instantes.
Ter ouvido sua voz...ter te tocado,ter te abraçado.
Eu só queria estar com você esta noite,
Mas você me virou as costas,
mas você se escondeu de mim.


Esta doendo aqui...profundamente.
Mas se gostas mesmo de mim me prova.
Antes que seja tarde.
Me prova que nada foi em vão.
Vem me buscar.Me leva em teus braços.
Me estende a tua mão.
Ou então trate de me esquecer,se é que
ainda lembras de mim e do que um dia
me disseste ser pra você.


                                              Mari Cavalcanti   28/11/2010

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Dust in the wind.



Um dia prometi pra mim mesma que eu nunca choraria.
Mas promessas são quebradas...
Um dia achei que eu nunca seria enganada.
E fui...
Um dia dormi e achei que não mais acordaria.
Estou aqui.


Com o tempo as coisas tendem a mudar.
Mentiras são desmascaradas.Verdades descobertas.
Promessas se quebram.Palavras são levadas pelo vento.
Outras precisavam mas nunca foram...nem serão proferidas.
Amores são esquecidos.
Corações são partidos ao meio,despedaçados....
Mas continuam batendo  intactos.
E a dor é só imaginária.
Feridas cicatrizam...cicatrizes desaparecem ou então
continuam lá pra nos lembrar do que gostariamos de esquecer.
O passado esta tão presente.
Meu presente á um minuto atrás agora é passado.
O presente a um minuto depois se tornou  futuro.
Coisas mudam constantemente.
O mundo não para pra dormir.
Nós paramos,isto é...quando não há nada que nos tire o sono.
O mundo gira...ele esta girando agora.
É dia lá...mas é noite aqui.


Medos serão superados??
Ou nunca serão vencidos??
Desejos são realizados.Ou pode ser que não.
Tornam-se poeira ao vento.
Nada é tão pra sempre quanto a sua não existência.
Nada é eterno.O eterno é só ficção.
Tudo nessa vida passa...passará.
Tudo dura o suficiente.
O necessário as vezes e as vezes não tanto quanto deveriam durar.
Pessoas são esquecidas.Pessoas são lembradas.
Algumas morrem...outras vivem.
Outras de fato nunca existiram.

Outras estão mortas,mas com os corações batendo.


Choramos,sorrimos....
Nós vivemos.
E no fim é tudo poeira ao vento.
O fim...é simplismente poeira ao vento.


                               Mari Cavalcanti   15/11/2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

I don't believe you.



Minha inspiração esta morrendo...
Eu já não sei sobre o que escrever.
Não sei o que pensar,nem sei se o devo fazer.
Estou cansada,tão cansada...


Acreditar no que me diz e ser enganada?
Ou duvidar e ser injusta?
Acreditar e ser feliz ?
Ou duvidar e sorrir pelo resto do verão?


Sabe.Estou meio perdida
neste labirinto de falsas ilusões 
de contínuas decepções
de contínuas lágrimas.


Meu mundo desaba cada vez 
que tento reconstruí-lo
Meu coração doi cada vez que
espero o telefone tocar.
Ele toca mas nunca é você.


Desistir de você me parece difícil
Diria até impossível,mas bem conveniente
e plausível diante das condições em
que me encontro.


Te esperaria por duas eternidades
Se eu fosse feita de aço,de pedra
ou qualquer outro material resistente.
Mas não...eu sou feita de carne,de sangue.
Eu sou feita de Vida.
Vida esta que vejo indo embora com minha lágrimas.


Cansei de praguejar aos ventos
De implorar aos céus
De desejar ao mar
Coisas que nunca me serão concedidas.


Te esperar é como esperar que borboletas
saiam da minha boca.
Te esperar é o mesmo que sentir calor no inverno.


Eu acredito em milagres.
Mas não acredito em você.
Não mais.



                                          Mari Cavalcanti.        08/11/2010

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

The end.



Olhos fechados.
Madrugada sombria.
Vozes que não calam.
Coração esta cansado de bater.
Mais uma vez lágrimas.
Novamente dor.


O vento na janela.
Vejo sangue ao meu redor.
Quero gritar,mas o grito esta trancado.
A chave eu perdi.
Quero abrir meus olhos
mas não tenho forças pra isso.
Quero me mexer
mas o frio me congelou aqui.


Tenho salvação?
Ou minha vida acabará aqui.
A morte de tudo o que acredito
levou-me embora.
Voltarei um dia?
Minha alma esta perdida
ou esquecida em algum lugar.
A encontrarei novamente?


Não tenho mais forças
pra pensar,nem sentir.
Acho que pra mim
este é meu FIM.


                                                   Mari Cavalcanti.             03/11//2010

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

I whispered to the winds.



Sussurrou-me os ventos ao ouvido
que de mim não lembras mais.
Que me esqueceu,perdeu-me em 
uma dessas esquinas.
Sussurrou-me os ventos ao ouvido
que não habito mais teus sonhos.
Não pertenço a teus desejos
Expulsa de teu mundo eu fui.
Sussurrou,sussurrou,sussurrou
sussurrou-me os ventos
coisas terríveis ao seu respeito
Calúnias infames,talvez...
Mentiras me contates ?
A troco de que me enganastes?
Quanto mal eu te fiz ?
Hei de descobrir um dia
Por tua boca espero,ou pelos ventos do amanhã.
Sussurrou-me os ventos,e quanto mais eu pedia
implorava pra não mais ouvir uma palavra
Mais e mais eles cruelmente sussurravam e sussurravam.
Calem-se!Parem!Já chega!
Mas nada é capaz de comove-los
Sussurram e sussurram incansavelmente
Que você não me ama,dura verdade.
Mais eu ainda hei de descobrir um dia
O que fiz pra merecer sofrer assim.
0          
                                                   Mari Cavalcanti   102010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Look at me.



Roubastes o meu coração.
Minha alma,meu fôlego.
Sinto cada parte de mim gritando de dor.
Estou tão perdida...
As tempestades logo vieram escurecer meu céu
Cada caminho que tentei seguir levou-me a dor.
Queria escapar daqui...uma única vez.
Mas meu tempo esta chegando ao fim.
Não sei o quanto eu vou aguentar!


Encontre-me aqui.
Olhe pra mim.
Fale pra mim.
Preciso ouvir sua voz.

Preciso de você,será que não entende?
Estou implorando:venha agora!
Estou caindo,tentando segurar-me 
mas não vejo em que.
Eu gritei,mas você não ouviu.
Venha agora antes que seja tarde.
Não vou esperar pra sempre
Deixe-me dizer...
Deixe me dizer uma única vez
Eu te amo perdida nos teus olhos.


                                                      Mari  Cavalcanti. 07/10/2010

quinta-feira, 30 de setembro de 2010





Eu queria ser os ventos pra tocar-te a face
os lábios,o corpo sem ser notada.
Eu queria ser o sol pra enluminar
suas manhãs, o seu dia.
Eu queria ser a lua pra enluminar
tua noite mais negra.
Eu queria ser a primavera
para florir o caminho onde passas.
Ah...como eu queria ser água
que te mata a sede,que te molha os lábios
e escorre suavemente pelo teu corpo nu.
Eu queria ser o espelho do teu quarto
pra ver-te acordar pela manhã.
Eu queria ser o céu estrelado que admiras
O mar em que mergulhas
O sangue que corre dentro de você.
Eu queria ser o teu coração:
Sem ele não podes viver.


                                       Mari Cavalcanti        17/09/2010

sábado, 18 de setembro de 2010

I want,i need i desire.






Eu quero te olhar.
Te olhar de uma forma que te faça sentir
escutar,tudo o que minha boca insiste em calar.
Eu quero segurar em suas mãos e te dizer:
não vou soltar.
Eu quero te abraçar.
Te abraçar de uma forma que te faça
sentir-se em casa,em seu lar.
Eu quero te falar coisas.
Coisas simples mas que ditas
por mim se tornem especial.
Eu quero te fazer um poema.
Um poema que te toque fundo a alma
que te emocione.
Eu preciso te beijar!
Te beijar de uma forma que nunca 
foste beijado antes,um beijo que  faça
ferver teu sangue e que acelere o teu coração,
um beijo quente e doce que te mostre
o quanto te amo e te desejo.
Eu quero te fazer sorrir
Sorrir feliz...simplismente feliz.
Eu quero passar minhas mãos em teu rosto
e sentir tua pele quentinha.
Eu preciso sentir seu cheiro
Eu preciso sentir você ainda que por sob a roupa.
Mexer em teus cabelos e ficar parada
te olhando...olhando cada detalhe do seu rosto
dos seus lábios até você ficar vermelho 
me pedindo pra parar.
Eu quero te fazer o homem mais feliz deste mundo
deste e dos outros também
Eu quero ser a única capaz de te fazer sorrir apaixonado.
Eu preciso,eu quero eu desejo amar você.
Como nunca foste e nem serás amado.


                                                                
                                                                    Mari Cavalcanti 12/09/2010

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Prison.



Eu quero te roubar pra mim.
Mesmo sabendo que isto é errado
Pecado!
Custará minha liberdade
Talvez pra sempre,mas não importa
Pegarei  perpétua se preciso
Ficarei até na solitária
Desde que a minha prisão
Seja você e minha cela
Seja o teu coração!


                                         Mari Cavalcanti  01/2010

domingo, 5 de setembro de 2010

Sorrows.



Cada vez mais estou convencida.
Este mundo não é pra mim.
As lágrimas alheias me encomodam
Até parece que não me acostumei
com este mundo nojento que eu nasci.
Talvez não tenha me acostumado.
É algo que eu não aceito:
A tristeza.
Sempre que a vejo em um olhar,
no fundo de um sorriso,em um gesto
Fico a me perguntar porquê?
Porque aquelas pessoas estão assim?
Talvez por um amor não correspondido
problemas familiares ou quem sabe
até estejam em seu inferno pessoal
Mas a questão é que estão ali,perdidos 
Na dor,na tristeza e eu nada posso fazer
para ajuda-los.Nada.
Porque nem mesmo certas palavras e boas intenções
são capazes de acalmar certos corações.
Me sinto tão inútil.
Até mesmo a mim
que muitas vezes encontro-me a beira de um precipício
Não posso me ajudar
Então o que vim fazer aqui?
Chorar?Ver pessoas que amo chorarem?
Eu não entendo nossa missão
Acho que...
Talvez seja tudo em vão.
Eu nunca irei entender!
São coisas que vão além da minha
compreensão.


                                                   Mari Cavalcanti.  24/08/2010

sábado, 4 de setembro de 2010

Perpetually.



Se queres a mim encontre-me lá
Encontre-me naquele lugar
Sabes bem onde fica!
Encontre-me onde o céu é cor de vinho
O mar é lilás e a areia da praia 
juntamente com as estrelas 
cintilam como purpurina
Encontre-me lá
E terás não apenas meu corpo
Mas minha carne,e o líquido
que corre dentro das minhas veias
Terás a minha alma e meu coração
Tudo o que a ti pertence.
Encontre-me lá
E seremos um só perpetuamente!
Unidos por laços eternos que vão além da carne
Que vão além da vida.


                                                   Mari Cavalcanti.   25/08/2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Revenge.



Esta noite meu sangue borbulha
Meu coração acelerado
Agora pulsa lentamente
E tão lenta quanto será 
a vingança que sofrerão
Vingança que planejo detalhadamente


Vingança...
Nunca fui de me vingar
Mas cansei de bancar a boazinha
Tanta bondade em troco de quê?
Se me retribuem com desprezo,dor?


Por isso e por outras 
quero mais é que sofram
Sofram mais do que sofri
Mais do que me fizeram sofrer


Eu não os desejo a morte
Isso é bom demais pra eles
Morrer e descançar?
Não!
Viver e sofrer,viver e chorar
Como eu.


Ah doce vingança...
Só de imagina-la sinto-me melhor.
Imagina-la...
Ainda que todo o meu plano de vingança
Seja queimado pelo sol
E suas cinzas sejam levadas
pelos ventos do amanhecer.




                                            Mari Cavalcanti  27/08/210

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

He don't save me.



O véu da noite caiu sobre mim.
Eu não havia percebido
Era dia quando ali me joguei
Afundei no mar das tristezas
da dor...
E por um breve instante
Eu nada senti,eu nada vi
Por um momento eu morri.
Mas então senti uma mão
uma mão me emergindo daquele mar
Sua luz era tanta que ofuscava meus olhos
E este não pode reconhece - lo
Só sentia sua mão quente na minha mão gelada
Mas ele não me salvou...
Ele não me salvou!
Me tirou das águas turvas da tristeza,da dor
mas me deixou morrer na areia da solidão.


                                                        Mari Cavalcanti. 17/08/2010

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

I do not know.



As coisas poderiam...
Deveriam ser tão mais simples.
Mas não são!
Nunca são!
Tudo tem que ser complicado.


Gostaria de que as coisas fossem
ditas como são
Mas não!
Há sempre uma versão da história
Uma versão distorcida de tudo
Que contam por ai


Queria tanto que as coisas fossem diferentes
Que eu fosse diferente
que a minha vida fosse diferente.
E não entendo onde esta o problema...
Mas do jeito que esta
Me falta algo aqui
Bem la no fundo
Falta alguma coisa


Isso me revolta!
E por não saber do que se trata
Acabo jogando a culpa da minha tristeza
da minha revolta em coisas que
nada tem haver...


Tô cansada...
Dessa insatisfação com tudo e com todos
Tõ cansada destas lágrímas
Desta dor...desta eterna solidão


Não há ninguém que possa me ajudar
Ninguém...
Nem eu mesma.
Nem eu!
O que fazer?
Quero preencher este vazio
Que me atormenta,que me mata aos poucos


O que dizer pra mim mesma?
Que vai ficar tudo Bem?
Não posso...porque estaria mentindo!
O que tenho?
O que fazer?
O que dizer?
Cadê você?


Eu não sei...
Eu não sei.
Eu não sei!




                                 Mari Cavalcanti   10/08/2010

terça-feira, 10 de agosto de 2010

I have thought.



Ultimamente tenho pensando em você..
Penso em você sempre, desde que te conheci
Mas desta vez é algo diferente
Tenho pensando nas coisas que me disse,
nas coisas que te falei
Tenho pensado na falta que me faz
E nas dúvidas que tem me causado.
Tenho refletido sobre você!


Tenho pensado no amor...
Meu maior sonho!
Sonho este que por alguns instantes
pensei que pudesse realizar com você
Mas acho que isso nunca vai acontecer
Talvez tenha me precipitado
Mas por alguns instantes
Te tive como meu amor...Meu amor!
Mas vejo que não quando me esquece e desaparece
Quando passa semanas sem dar notícias
Quando meu telefone toca e não é você
Nunca é você!
Talvez tenha perdido meu telefone...ou nunca o tenha guardado.


Mas sabe o problema não é você...
Não é você, sou eu!
Eu que dou importância demais a você
Te levo a sério bem mais do que você me leva.
Se é que leva...
Te levo a sério...este é meu maior problema!
Você é só alguém com quem converso
as vezes, a metros de distância.
Alguém que nunca toquei,nem olhei nos olhos
nem sequer ouvir a voz
É isso...Disso é que tenho que me convencer
Embora seja difícil
Convencer a mim mesma
Que não devo amar você !


                                  Mari Cavalcanti  06/08/2010



domingo, 1 de agosto de 2010

I warned.



Não tenho motivos pra sorrir.
Não mais!
Nem motivos pra viver
Embora ame a vida,respirar,sonhar...
Talvez fosse melhor morrer!
Ninguém se importa de fato
Com o que sinto
Sou apenas mais uma no mundo
que chora todas as noites.


Sinto-me abandonada
Por ele...pela esperança...
pelos meus sonhos.
Meu coração doí,sangra
Minha alma esta perdendo sua luz
Até mesmo ele que me conduz
Ou melhor conduzia nos dias de dor
Desapareceu!
Certamente me esqueceu.


O amor?
Este só tem me trazido dor...
Dor...Feridas!
Acho até que estou ficando frígida.
Não sei mais abraçar meus amigos...
Nem meus pais.
Estou aderindo a solidão
Esta que achei ser passageira
Esta se tornando parte integral de mim


Minha vida esta negra 
Tão negra quanto a noite sem luar
Tão triste como a morte
E eu estou fria como uma pedra de gelo.


Imploro aos ventos...Sussurro baixinho
Leve-me daqui
Leve- me pra longe
Leve-me...
Embora saiba que no fundo
não há nada que  eles possam fazer
Mas meu desespero leva-me a isto.


Ninguém pode me ajudar...nem quer
Quem se importa com algumas lágrimas ?
Com um coração esmigalhado ?
Uma alma sombria ?
Quem se importa com o sofrer de 
apenas mais uma mulher ?


Esta doendo...
Esta doendo
Esta doendo tanto!!
Não sei quanto tempo aguentarei
Não demora...
Se eu morrer amanhã
Não chore
Não chore
Eu avisei...eu avisei.


                                        Autora : Mari Cavalcanti  30/07/2010

sábado, 31 de julho de 2010

Bleeds scarlet.



La fora chove,molhando minha janela
Em meu rosto há apenas o reflexo da minha alma
Lágrimas...lágrimas que nascem em meus olhos
escorrem em minha face e morrem em meu travesseiro.
Estou confusa...tenho medo!
Já não sei mais o que vale apena
Em que devo acreditar
Em que me segurar
Aqui estou eu afogada em um mar
de devaneios e constantes desatinos.
Nada entendo
Não quero iludir-me com falsas verdades
mas a realidade é tão amarga  e sombria
que até prefiro assim...
Fantasiar a realidade de sonhos.
Em meus olhos vislumbre de tristeza e dor
Olho-me no espelho, e será eu mesma?
Já não vejo o brilho dos meus olhos
apenas um olhar vazio
Minhas mãos assim como meu coração
estão gelados
E a dor na minha alma...ah esta cresce fugaz!
Será que tenho saída?
Talvez o tempo...
O tempo...
Talvez cure-me desse mal que me corrompe...solidão
Resolva meus problemas
solucione minhas questões...
E estanque o ferimento do meu coração que sangra escarlate.




                                      Autora: Mari Cavalcanti.     03/2010  -   31/07/2010

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Extend me your hand.



Os dias se passaram
As noites cada vez mais frias
e sombrias
Os dias cada vez mais longos
A saudade cada vez maior
E a esperança de um dia
finalmente olhar em teus olhos
Nem sei se existe mais.


Não sou tão forte...
não como eu imaginava ser
Não aguento mais este frio
a que me remete a solidão.
Não suporto esta distância
Distância esta que só sinto aumentar.


Os dias se passam
Pego-me parada na janela
sinto os pingos de chuva
tocarem meu rosto...faz frio
Mas não é este frio a quem temo...
Me vejo cada vez mais sem rumo
sem direção,tiraram-me as rédeas
Meus sonhos estão partindo para distante


Olhe!Olhe e veja a dor que sinto
A dor que esta explicita em meu semblante
Em meu olhar...
A dor que  me causa tua ausência
Teu desprezo...


A lua brilha la no céu
Quem me dera que ela me fizesse esquecer
Que estou sozinha...mais uma vez sozinha
Lágrimas já não há
O aperto no peito...este aperta mais e mais


Será que vais mesmo me deixar 
cair neste precipício negro e frio?
Estenda-me sua mão...
Não me deixe cair! 
Não me deixe cair!
Será que vai mesmo permitir
que a única parte do meu coração
viva ainda, morra aqui?
Eu te imploro!
Estenda-me sua mão...
Não deixe a luz que ainda
resta em mim desaparecer
Ou...Parta!
Pra sempre e...
Deixe-me morrer !


                                           Autora:Mari Cavalcanti  29/07/2010